quarta-feira, 18 de agosto de 2010

POR QUE SOU DA UPH?

As dificuldades hoje existentes para o avanço e a pujança desse trabalho estão relacionadas a muitas causas. Chego a esta conclusão pelas observação e troca de impressões que venho acumulando mesmo antes de ser membro da diretoria nacional, vejo com vergonha muito dos nossos relatórios, que se lamentam e se lamuriam, freqüentemente repetindo as mesmas justificativas em relação à carência e limitação do trabalho. Por outro lado, conversando e ouvindo também os homens nas sociedades, podemos formaram quadro que pode estar bem próximo da realidade. Que causas seriam essas? Vamos tentar relaciona-las.

Visão e missão – O trabalho masculino de hoje parece, em muitos lugares, Ter perdido a visão de sua natureza e , por conseguinte, sua perspectiva de missão. As lideranças do passado não se preocuparão em formar sucessores, talvez por conta de se ocuparem muito com sua própria agenda, seus próprios planos e sua ânsia de sucesso.

Indolência – Esse mal não é exclusividade dos homens. Vivemos um tempo de secularização, de preguiça, de comodismo. Reconheço que muitas vezes esse comodismo é acentuado pelo rítimo estressante das cidades modernas. Mas é um nível de comodismo e de indolência que não tem a menor condição de se desculpar e se defender exclusivamente por essa característica adversa.

Novidades - As novidades sacodem a igreja. Pois ao trabalho masculino também afetam. É por força das novidades que algumas igrejas, copiando modelos de fora, resumem seu serviço cristão quase que exclusivamente ao culto, culto este onde o período de louvor” vai cada vez mais tomando a posição de predominância e importância em seu decorrer.

Objeções – O estilo da época imprimiu em nós uma atitude refratária a tradições . Claro, tradições nocivas, infrutíferas, substitutas do que é produtivo, sempre devem ser rechaçadas. Mas, ser contra as tradições saudáveis só porque são tradições, isto não é lá muito inteligente. Temos deixado entrar em nossas igrejas um certo espírito refratário ao legítimo e saudável cultivo da boa tradição de se reunirem os homens, e de se dedicarem às suas tarefas históricas, como se tais homens já não fossem mais necessários.

É possível encarar cada uma das dificuldades acima relacionadas, que respondem pela indolência do trabalho dos homens presbiterianos na atualidade, mas por outro lado, mostrando a importância de se revitalizar essa importante missão.

Visão e missão - Proponho uma retomada do trabalho masculino de acordo com suas raízes. Uma retomada de visão e de missão mais afinada com as nossas origens. Menos burocracia, menos perda de tempo com assuntos fúteis, mais produtividade, mais evangelismo, mais envolvimento com a “missão urbana” da igreja local (pontos de pregação, congregações, etc...).

Serviço – Postulo que os poucos homens hoje envolvidos no trabalho masculino comecem a mostrar serviço. Já mostram? Então devem mostrar mais ...É no espírito de operosidade produtiva e comprometida com o que honra e glorifica ao Senhor que outros homens, hoje “parados” , serão motivados a engrossar fileiras. E postulo também que esses parados pensem : Pv 6. 6-11. Menos TV, menos futebol, menos isso e aquilo nas tardes de Domingo ou em alguns sábados, e um pouco de dedicação à obra. Não postulo trabalho escravo – apenas um pouco mais de envolvimento ( II Co 5. 15).

Preservando o que é bom - Não vamos jogar fora as ricas lições do nosso passado. Já disse, com propriedade e isenção, o missionário. Paul Pierson que o segredo do êxito da expansão presbiteriana no leste de Minas e Espírito Santo, entre os anos 1910 e 1959, se deveu a uma característica singular aliada ao trabalho e denodo dos pastores de visão como Mattathias e Annibal Nora – o espírito desimpedido e comprometido dos homens ( “leigos” ) que os acompanhavam; e isso, sem a ação dos missionários, porque eles não trabalham nessa região, que foi a de maior crescimento do presbiterianismo brasileiro, naqueles anos. É isso! Pastores: usem esse precioso potencial! Homens: não joguem fora seu potencial!

Enfim algumas sugestões práticas aos homens:

Abandonar o comodismo: De maneira acomodada não vamos a lugar nenhum (Provérbios 24:33,34);

Aceitar a instrução: Deus proporcionou um pastor na sua igreja, e instituiu um conselho; logo eles são autoridade espiritual sobre sua vida. Ajustes serão necessários. Não assuma que já é auto-suficiente ( I Cor 4:7).

Descartar a futilidade: Se os homens da igreja, nas suas reuniões, nos seus planejamentos, nas suas atividades, não deixarem essa mania de gastar muito tempo com firulas, com futilidades, com nenhuma que leva a lugar nenhum, não vão angariar simpatia de muitos outros; o homem do sec. XXI que é professor, que trabalha numa empresa de vanguarda, não tem muita paciência (a não ser pela graça), com essas coisas supérfluas – Mais objetividade! Mais produtividade! Menos desperdício de tempo! ( Fp 4:8; Ef 5:16).

Planeje e estabeleça seus alvos: De acordo com sua missão: veja o quadro atual da IPB, cerca de 2000 igrejas, porém muito mais ministros;09 seminários e 01 extensão, caminhando para mais... o crescimento dos campos com capacidade de sustento não acompanha o ritmo de crescimento das vocações, e entre essas poucas são missionárias ... É preciso arregaçar as mangas!!! HOMENS – A TAREFA ESTÁ EM VOSSAS MÃOS! (Mt 9:37;38).

Envolvimento integral: Não sejam acanhados... Quais são as esferas de ministério da igreja?

Então, que estão esperando? Mãos à obra!!!

HOMEM, LEVANTA E CLAMA!

Marco Aurélio Tiburcio (Adaptado)
vice-presidente da CNHP (Região Sudeste)

Fonte: http://www.ipb.org.br/uph/

Um comentário:

  1. curam nossa pagina
    https://www.facebook.com/UPHSenadorCamara?ref=tn_tnmn

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